"... Não tem jeito. Não há solução. Em termos de coração, somos eternos aprendizes e eternas crianças inocentes. É óbvio que as experiências vividas te dão uma certa bagagem, uma estrutura e um jogo de cintura. Mas quando pinta uma paixão (efêmera ou não), nós jogamos as malas no chão, nos desestruturamos e perdemos totalmente o rebolado. Ficamos míopes. Surdos. Não temos domínio sobre aquilo que nos consome. Queremos mais é sentir, viver, dar corda para nós mesmos. Se vamos acabar enforcados, pouco importa! Queremos mais é que tudo se exploda, precisamos investir no que sentimos.
As histórias não se repetem. Os amores não são os mesmos. Por isso que é sempre diferente. O diferente é novo, excitante, atraente, não foi vivido e é atrevido. Nos desafia e nos convida.
Então, aqui vai um conselho: experiências servem para muita coisa, mas não adiantam nada. Na hora do "pega pra capar" esquecemos tudo o que aprendemos. Ficamos burrinhos. Bobinhos. Mas é a melhor coisa do mundo: ficar burro, perdido, desnorteado. Em outro planeta. Esquecer tudo o que foi vivido e fazer tudo de novo. Recomeçar de outro jeito. Com outra pessoa, mas com a mesma intensidade. Sempre. Com gana. Com ânsia. Com vida. Sol. Luz. Mágica. Cor. Mar. Poesia. Chuva. Cachoeira. Grama. Areia.
Joga a experiência no lixo e coloca o manual no bolso.
Fecha os olhos e apenas sente. " Clarissa Corrêa
Green Eyes - Coldplay
Nem me viu - Ah Mr. Dan
Beijo procês! Até amanhã!
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